Forensics Live # 6 reitera a sinergia entre a Química Forense e a perícia criminal

A importância da Química Forense para a perícia criminal foi o destaque de mais uma edição da Forensics Live, realizada no dia 29/10. Para falar sobre o assunto, foi convidado o Professor Daniel Junqueira Dorta, Coordenador da Conferência de Química Forense da IF2021 e atual Presidente da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses (SBCF). A mediação da Forensics Live # 6 ficou a cargo da Perita Criminal Lílian de Melo Barbosa, Coordenadora Social e de Comunicação da InterForensics 2021.

Farmacêutico-bioquímico, mestre e doutor em Toxicologia e pós-doutor em Farmacologia, Dorta afirmou que a intervenção da Química Forense no âmbito de investigações criminais é muito diversa. “Os conhecimentos químicos são aplicados principalmente para analisar e interpretar cientificamente as provas colhidas em uma perícia criminal, auxiliando nos processos judiciais e no esclarecimento de crimes ocorridos em várias áreas das Ciências Forenses, como a Documentoscopia e a Balística”, disse.

Nas trilhas das discussões relacionadas à área da Química Forense durante a InterForensics 2021, Dorta citou que serão abordados os inovadores sensores à base de papel que facilitarão a  análise in loco e também a investigação do perito criminal e as Novas Substâncias Psicoativas (NSP), um fenômeno mundial crescente. Especificamente sobre este tema, o professor observou que serão tratadas as questões relacionadas à descoberta, análise de drogas, detecção e efeitos tóxicos.

Dorta destacou que a química forense contribui para o trabalho do perito criminal nas investigações que envolvem drogas de abuso, venenos, agrotóxicos, explosivos e tintas, por exemplo. “Somos um instrumento muito importante também para auxiliar no desenvolvimento de técnicas mais sensíveis e específicas para as análises de diferentes provas”, observou.

Na live, Dorta reforçou a importância da Química Forense para a Toxicologia Forense em um trabalho de perícia criminal, visto que os conhecimentos podem ser aplicados em ambas especialidades. “A parte analítica da Química Forense contribui com a identificação da substância tóxica, mas principalmente na interpretação dos resultados, mostrando a inter-relação entre o achado e a consequência. Além disso, auxilia no entendimento do mecanismo da ação tóxica para que depois possa se pensar num antídoto, em formas de prevenção e na avaliação de risco”, explicou.

Questionado sobre os desafios do ensino da Química Forense, Dorta destacou que a tendência consiste na fusão dos conhecimentos acadêmicos do professor com a vivência cotidiana do perito criminal. “Nossos alunos estão ávidos por vivenciar a perícia criminal, ampliando o olhar para além da teoria de laboratório experimental”, concluiu.